Museu Ferroviário de Pires do Rio

Histórico
O Museu Ferroviário de Pires do Rio é parte relevante da história goiana porque retrata boa parte da história da formação de cidades da chamada “região da estrada de ferro”. Surgiu do idealismo do piresiano historiador, escritor, poeta e professor, Jacy Siqueira, em 8 de agosto de 1988, que contou com o empenho de Adolvado Fernandes Sampaio, que, na época era o diretor de Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria de Cultura do Estado.
Em 1988, a Rede Ferroviária Federal S/A, resolveu demolir o prédio da antiga oficina mecânica das locomotiva à vapor, que já estava desativado. Foi quando, o professor Jacy Siqueira teve a idéia de implantar no edifício antigo um museu que buscasse o resgate da história da cidade. Esse prédio, onde funcionava a oficina, pertencia à Rede Ferroviária Federal (RFFESA).
Como a cidade já possuía um locomotiva a vapor, a “Mafra 2”, de 1939, que tanto colaborou na construção da estrada de ferro que chega até Brasília, não foi difícil dar início ao acervo do museu. A composição acervo do museu foi lenta e precisou de tempo para análises, pesquisas e pareceres históricos e técnicos. A professora Ercy Rocha Saud, já envolvida na área cultural de Pires do Rio, foi indicada para a direção, onde está desde a fundação. O museu foi criado no dia 18 de janeiro de 1989, mas sua constituição jurídica data de 8 de agosto de 1989.
A escolha do nome é uma homenagem a todos os ferroviários que contribuíram para o surgimento de tantas cidades às margens das linhas de ferro. Uma história que está no imaginário de boa parte da comunidade e que se materializa no próprio acervo: locomotivas a vapor e centenas de objetos da ferrovia dos séculos XIX e XX. Antes de se tornar museu, o local era utilizado como oficina de manutenção. A construção dessa oficina é de 1940.
O Museu Ferroviário foi tombado pela Prefeitura de Pires do Rio em 14 de novembro de 1985, e pelo Estado, a partir do Decreto nº 4943, de 9 de agosto de 1998.
O Museu Ferroviário foi aberto ao público no dia 8 de agosto de 1989.
Hoje, o acervo é composto também por dezenas de objetos que pertenceram aos ferroviários, e que por si, contam a história da chegada dos trilhos em Goiás. Fala dos primeiros ferroviários a se fixaram nas terras do Coronel Lino Teixeira Sampaio, local onde hoje está a cidade de Pires do Rio.

Importância Sociocultural
Assim como a Estação Ferroviária e a ponte metálica Epitácio Pessoa, o Museu Ferroviário de Pires do Rio são elementos fundamentais na história dessa região de Goiás. Tendo passado por reforma, o museu recebeu auditório para 100 lugares (com poltronas fixas). Expõe locomotivas a vapor, balanças, máquinas de escrever, picotadores de passagens e outros objetos que marcaram a vida na chamada Região da Estrada de Ferro.
O museu é um espaço aberto a exposições, festivais, encontros de arte, artesanato e eventos literários, entre outros. O espaço abriga curiosidades da região de Pires do Rio e histórias sobre Estrada de Ferro de Goiás.