Biblioteca Braille

Histórico
A Biblioteca Braille “José Álvares de Azevedo” é uma das unidades da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás) de maior relevância social. Ela presta assistência a portadores de deficiência visual. A biblioteca foi criada em 1988 e registrada no Instituto Nacional do Livro (INL) em 13 de setembro de 1989, sob o nº 25844, na categoria especial.  Até 1990 funcionou no Centro de Apoio ao Deficiente Visual, na Vila Nova. Em 1991 foi transferida para o Colégio Estadual Bernardo Sayão e, finalmente em 1992, foi instalada no prédio da Fundação Cultural Pedro Ludovico (hoje Secretaria de Cultura), na Praça Cívica, nº 2. No ano seguinte, a Associação dos Deficientes visuais propôs que a Braille se tornasse uma seção da Biblioteca Pio Vargas. Para isso, a associação doou todo o seu acervo à Braille, um total de 3.224 volumes. Com o decreto de criação da agência, a Braille tornou-se uma unidade.

Importância Sociocultural
A Biblioteca Braille é o resultado da luta dos deficientes visuais do Estado pelo acesso à informação. É considerada a única do Centro-Oeste com este nível de organização. Possui 260 usuários inscritos e freqüência média de 300 atendimentos mensais. O acervo tem cerca de 5 mil volumes, em braille, compondo 1,8 mil títulos. As obras de maior procura são as didáticas e de literatura estrangeira. Há a Audioteca com 250 títulos gravados em fita cassete, os quais podem ser ouvidos pelos usuários em cabines individuais. Tanto o acervo em braille como a audioteca estão disponíveis em catálogos. Possui também sala de leitura e computador adaptado para atender aos deficientes visuais, além de funcionários conhecidos como ledores, prontos para realizarem a leitura para os usuários. Eles gravam livros e apostilas em fitas cassete, para possibilitar e ampliar o acesso dos portadores de deficiência visual (em média 200 por mês). Todo o acervo foi adquirido por meio de doação.

A biblioteca possui computadores com sintetizadores de voz destinados ao uso de pessoas com deficiência visual. Os usuários utilizam recursos específicos e adquados às suas necessidades, como programas Dosvox, Winvox e Jaws, que lhes permitem fazer trabalhos escolares de forma independente.  Os usuários podem ainda ter acesso à internet, realizar pesquisas, ler jornais e revistas e comunicar-se com o mundo virtual por meio da rede mundial de computadores.
A biblioteca dispõe de uma impressora em braille utilizada para a impressão de pequenos textos literários e informativos. Há ainda uma fotocopiadora para ampliação de material didático para pessoas com baixa visão.

Serviços oferecidos
- Consulta ao acervo
– Auxílio à pesquisa
– Empréstimo
– Leitura (em voz alta com equipamento específico, enquanto o usuário ouve e faz suas anotações em braille)

Responsável
Maria Eunice Soares Barbosa é responsável pela Biblioteca Braille.  Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Federal de Goiás, ela participou de diversos cursos, palestras, congressos e seminários ligados à educação e reabilitação e profissionalização de deficientes visuais em Goiânia, Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, João Pessoa, Belo Horizonte e Campo Grande. Ajudou a elaborar a sessão braille da Biblioteca Estadual Pio Vargas e da Biblioteca Braille do Instituto Artesanal dos Cegos. Assumiu a coordenação da sessão braille da Pio Vargas em 1992. Está à frente da biblioteca desde 1989. Presidiu o Centro de Apoio Pedagógico ao Deficiente Visual e dirigiu a Associação dos Deficientes Visuais do Estado de Goiás, de 1999 a 2004.  Presidiu ainda o 3º Seminário Nacional de Bibliotecas Braille, em 2004.