Balé do Estado de Goiás

O Balé do Estado surgiu em 1992, no Centro Cultural Martim Cererê, onde funcionou, nos seus primeiros tempos, de forma ainda não profissional. Seu principal objetivo é apresentar ao público a arte da dança, o nível técnico dos bailarinos do Estado e ainda levar a todo o País, o balé produzido em Goiás. O primeiro núcleo do corpo de dança foi formado por um grupo de artistas amigos, que foram convidados para compor o quadro de bailarinos.

Em dezembro de 1992, o grupo participou do segundo ato de uma peça, durante a apresentação das  alunas da Escola de Dança. Essa foi a primeira apresentação do Balé do Estado, até então não regulamentado.  A estreia oficial, em grande estilo, aconteceria de 24 a 26 de junho, na Cidade de Goiás, no mesmo ano. Henrique Rodovalho foi o coreógrafo da primeira apresentação.

Já oficializado, em 1993, o Balé do Estado tinha como um dos grandes objetivos conseguir um local adequado para instalar sua sede. Chegou a funcionar durante um ano numa escola de dança de Goiânia.  Ainda em 1993, realizou seleção para seu corpo de bailarinos.

Sob a direção da professora e coreógrafa Gisela Vaz, o Balé do Estado integra o Centro Cultural Gustav Ritter, uma unidade da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás).

Fragmentos na Reestréia

Depois de selecionar seus novos integrantes (Bárbara Santiago, Laurisse de Paula, Lydia Barros, Lívia Borges, Maria Eliza Costa, Luciana Oliveira,  Greyson Machado, Ricardo Avelar, Sérgio de Souza e Rogério Borges), o Balé do Estado tem viveu uma jornada de intensos ensaios com vistas a apresentações em festivais por todo o País.  Nos dias 20 e 21 de maio,  o corpo de bailarinos fez sua reestréia em grande estilo, no Teatro Goiânia.  Apresentou sua mais novo trabalho — Fragmentos.

O espetáculo é dividido em dois atos.  Nos primeiros 30 minutos acontece Hipólita, Rainha das Amazonas.   Trata-se da lenda grega segundo a qual as amazonas, que eram guerreiras,  procuravam fortes varões. Num ritual de muita sensualidade, eram por eles fertilizadas. Usando máscaras para não serem reconhecidas, essas guerreiras seduziam seus homens.  Diz ainda a lenda que o homem que conseguisse ver o rosto das amazonas teria suas virilhas cortadas. Sofria dor até à morte.  Quando as amazonas tinham filhos, logo estes eram entregues aos pais. Já as meninas, se tornavam guerreiras.

Amor e Tempestade

Um dos pontos mais importantes do primeiro ato é o momento em que a Rainha Hipólita se apaixona por Hércules, e permite que o amado veja seu rosto. A produção do espetáculo preparou para essa cena um grande show de efeitos especiais. Depois desse instante de amor, a tempestade. As demais guerreiras se revoltam com a atitude da rainha e travam uma intensa luta no palco. Ao fim do primeiro ato, as guerreiras mascaradas triunfam com a  morte de todos os homens.

Já nos últimos 30 minutos de Fragmentos, haverá o que os produtores chamam de “colagem musical”.  São trechos de canções da MPB. Músicas de Nana Caymmi, Chico Buarque, Milton Nascimento, Elba Ramalho, Elis Regina e outros. Esse momento musical tem como objetivo garantir a expressão corporal dos bailarinos.  Em movimentos leves, eles comporão os mais variados tipos humanos brasileiros, de forma geral.