Política Cultural

Avanços da Cultura


A cultura goiana experimentou um notável crescimento, nessa última década. Esse avanço se deveu principalmente à adoção de uma bem-delineada política cultural. Um perfil marcado, sobretudo, pela qualidade das ações.

 Além de manter em curso grandes projetos, como o Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), que em 2012 chegou à 14ª edição, a Mostra de Música de Pirenópolis – Canto da Primavera e a Mostra de Teatro Nacional de Porangatu (TeNpo), a Secult busca ampliar o seu espectro de ações, contemplando igualmente as diversas manifestações da cultura.

 Ao mesmo tempo que mantém cursos voltados para a formação artística em suas unidades, como Escola de Artes Visuais, Escola de Dança, Escola de Música e Escola de Teatro, a Secretaria de Cultura desenvolve ações permanentes de recuperação de prédios histórico-culturais, em Goiânia e no interior do Estado, como o conjunto arquitetônico do centro histórico da Cidade de Goiás, antiga capital, por meio do programa Monumenta, do Ministério da Cultura (MinC).

 Outra frente que tem merecido atenção são os museus, especialmente no que diz respeito aos seus acervos. O Museu da Imagem e do Som (MIS), por exemplo, disponibiliza na internet a história da TV Brasil Central e Rádio Brasil Central. Trata-se do arquivo da TBC, um documento sobre a década de 1980 em Goiás, no Brasil e no mundo, que inclui entrevistas com personalidades da política e da vida sócio-econômica e cultural brasileira.

 Pela primeira vez em Goiás, em parceria com o MinC, a Secult selecionou, por meio de edital, 40 projetos referentes a pontos de cultura em diferentes cidades do interior do Estado. Cada ponto de cultura selecionado receberá R$ 180 mil, em três anos, ou três parcelas de R$ 60 mil. Os pontos de cultura deverão refletir a diversidade das manifestações populares e culturais que compõem o imenso e rico tabuleiro da cultura de Goiás.

 

 Linhas de ação da nova Política Cultural



A política voltada para o setor cultural centrou-se em dois princípios básicos: na preservação e manutenção do patrimônio histórico físico e no resgate das manifestações artísticas, festas e tradições populares e ainda na busca das diferentes culturas que se entrelaçam e compõem a identidade cultural do povo goiano. Para isso, foram mobilizados mecanismos de fomento e houve o envolvimento de artistas, escritores, técnicos e outras personalidades do setor cultural, bem como da comunidade. Essa política, então, foi estabelecida em dez linhas de atribuições e competências.

 

Resgate das Raízes Históricas


Por considerar as raízes históricas do povo goiano como elemento fundamental na compreensão do presente e na elaboração do futuro, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) desenvolve uma política que prevê o resgate de peças literárias e artísticas relevantes de nosso passado.

Um dos projetos de recomposição da memória artística e cultural foi a produção de importantes obras. São a Coleção José J. Veiga, que tem como objetivo publicar obras de escritores goianos cujas obras e carreiras literárias já tenham alcançado um patamar de reconhecimento público e a Coleção Tonico do Padre, que homenageia o compositor pirenopolino Antônio da Costa Nascimento (o Tonico do Padre) e que tem por finalidade publicar obras musicais de artistas goianos de notório reconhecimento público, com qualidade atestada pela crítica regional e nacional.

Nesse esforço de resgate de obras fundamentais da cultura goiana, a Secult lançou em CD-Rom todos os números da Matutina Meiapontense, jornal que circulou em Goiás de 1830 a 1834, da Revista Oeste,lançada durante o Batismo Cultural de Goiânia. Um quarto CD-Rom reúne documentos do Museu Pedro Ludovico e do arquivo pessoal do primeiro prefeito de Goiânia, Venerando de Freitas Borges.

Outra notável iniciativa de reavivamento do passado, é o Projeto Memória do Museu da Imagem e do Som (MIS, unidade da Secult). O projeto consiste na gravação em vídeo de depoimentos com importantes figuras de Goiás. Da política à literatura, das artes à história. Como Venerando de Freitas, Bernardo Élis, Colemar Natal e Silva e Carmo Bernardes, além de vídeo sobre a vida pioneiros de Goiânia como Belkiss Spenciere, Amaury Menezes, Hélio de Brito, Pedro Ludovico Teixeira Júnior, Bariani Ortêncio e muitos outros que integraram a trajetória da capital. O MIS possui ainda os projetos de documentação visual histórica por meio de fotografias, e de documentários das manifestações da arte, da cultura e da história de Goiás.

 

Investimentos no Potencial Cultural


A política cultural em Goiás vem ganhando uma nova roupagem. Um mecanismo impulsionado pelo governo do Estado, via Secult, que através de projetos, vem investindo no potencial cultural do Estado. São iniciativas que buscam reforçar valores nas mais significativas manifestações artísticas como na música, na dança, na literatura e em outros segmentos, através da implementação de centros culturais e da reforma de prédios que se constituem patrimônios culturais do Estado. O Centro Cultural Oscar Niemeyer é desses arrojados projetos. Uma obra de grande relevância cultural para Goiás, que deverá ser o centro do saber e palco de atividades culturais voltados para as artes e para o meio ambiente. O centro cultural foi desmembrado da Secult e transformado emOrganização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).

Outra iniciativa da Secult é o resgate e a preservação de prédios, com a transformação de antigas estações ferroviárias em centros culturais. O projeto nesse sentido prevê a criação de 11 novos centros culturais, a partir da restauração das velhas estações das seguintes cidades: Goiânia, Anápolis, Leopoldo de Bulhões, Silvânia, Vianópolis, Pires do Rio, Urutaí, Ipameri, Goiandira, Cumari e Catalão.

 

Interiorização e descentralização da Cultura


A Secult desenvolve uma série de ações e projetos com vistas a movimentar a cultura no interior do Estado. O eixo dessas atividades são projetos consolidados como o Festival de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), que em 2012 chegou à 11ª edição, na Cidade de Goiás; a Mostra de Música de Pirenópolis – Canto da Primavera e a Mostra de Teatro Nacional de Porangatu (TeNpo).

Os filmes premiados de cada edição do Fica integram uma mostra itinerante que além de percorrer outros Estados, são exibidos em várias cidades goianas.

Uma das ações mais relevantes voltadas para o interior de Goiás é o programa Cultura Viva – Ponto de Cultura, que é realizado por meio de parceria do Governo do Estado (via Secult) com o Ministério da Cultura (MinC).

A partir do Ponto de Cultura agentes culturais se articulam em uma grande estrutura multiplicadora que agrega manifestações populares e culturais de diferentes pontos do Estado.

Os editais tiveram por objetivo selecionar 40 desses pontos de cultura. Cada um irá receber R$ 180 mil, em três anos, ou três parcelas de R$ 60 mil.

 

Incentivos Culturais


O governo do Estado, vai Secretaria de Cultura, tem criado mecanismos reais de apoio às iniciativas culturais. O principal deles é a Lei Estadual de Incentivo à Cultura que prevê créditos especiais, auxílio de entidades e organizações nacionais e internacionais e outras modalidades de benefícios àqueles que queiram investir em projetos culturais. A lei é o resultado de um trabalho desenvolvido por uma comissão especial nomeada pelo governador que pesquisou os avanços de instrumentos de apoio semelhantes em todo o País e produziu o que existe de mais moderno e abrangente em termos de normas de incentivo à produção cultual.

São vários ainda os apoios às iniciativas culturais. Como a ida de artistas goianos à Washington, à Holanda, e outros países e também para capitais brasileiras para várias apresentações de música, dança e teatro, entre outras atividades.

Outras formas de apóio da Secult às iniciativas culturais surgiram com confecção de cartazes e folders para exposição, transporte de artistas e delegações e doações de livros. Há ainda apoios na divulgação de espetáculos diversos e lançamentos de livros, entre outros eventos.