Lendas Goianas

  • Romãozinho

Era um negrinho muito levado, que tornou-se uma espécie de diabinho. Tudo começou quando o menino foi levar comida para o pai, na roça. No caminho, resolveu comer os pedaços de frango e deixar os ossos para o pai. O garoto disse ao pai que sua mãe havia mandado apenas aquilo. Enfurecido, o homem foi para casa, onde deu uma grande surra na mulher. Enquanto isso, Romãozinho morria de rir. Diante disso, sua mãe jogou-lhe uma praga: nunca mais o menino conseguiria ficar quieto. Desde então, ele percorreu o sertão fazendo arte e maldades.

  • Pé-de-Garrafa

É um selvagem, cabeludo, que só tem o pé esquerdo com o qual deixa no solo uma pegada redonda. Adora aparecer para as pessoas nas matas e desaparece a seguir, deixando quem o viu assombrado.

  • Negro d’água

Habita as margens dos rios dos cerrados. É todo negro, tem cabeça pelada, mãos e pés de pato. Aparece entre pedras, à tardinha ou em noites de luar a canoeiros e pescadores, tentando virar a canoa. A lenda é mais conhecida a partir do norte do Estado.

  • Rodeiro

Habita o Vale do Rio Araguaia.  Trata-se de uma arraia gigantesca, que ataca pessoas, embarcações e animais, nas praias dos rios.
 (link Magias e Superstições):

  • Cura de dor de dente

Escreve-se no chão três vezes a frase “ar a mate”. A seguir, rezam-se três Pais Nossos e três Ave-Marias a Santa Apolônia.

  • Para abreviar um parto

O marido deve correr três vezes em volta da casa, segurando um machado bem pesado.

  • Chifre de boi

Coloca-se um chifre de boi ou a cabeça de um boi pendurada na entrada da fazenda ou casa para proteger de mau-olhado, trazer prosperidade, afastar as pragas da lavoura e livrar as pessoas das tempestades ou secas prolongadas.

  • Olho-do-sol

Para fazer parar de chover, fazem-se três círculos no chão, desenhados com o calcanhar e o dedão descalço.