Danças

  • Dança dos Tapuios – legado indígena é uma encenação que em tempos mais remotos era ritual de catequese, mas que hoje é apenas uma dança.
  • Autos - Composição dramática originária da Idade Média, compostos por canções e árias (solos), como As Pastorinhas, que acontece em Pirenópolis desde 1922.
  • Danças folclóricas  – São manifestações como o congo, o vilão, o Moçambique, a dança do tambor e a catira, entre outras, boa parte das quais com influência africana.
  • Tambor - Segundo a folclorista goiana Regina Lacerda, em seu livro Papa-Ceia – Notícias do Folclore Goiano (Gráfica Oriente, 1968), para dançar o Tambor, forma-se uma grande roda, em geral no terreiro, com participantes e assistentes. “Originariamente dança lasciva, hoje é considerada sagrada, pois foi a única que Nossa Senhora dançou, de acordo com o depoimento de um dos nossos informantes. Dizem que deve ser dançada com alegria, mas com respeito, pois é ela a dança que acompanha a Rainha até à igreja, nas festas do Rosário”.
  • Congadas – Foi introduzida pelos negros, é marcante em todo o interior brasileiro e está ligada a festas do Divino Espírito Santo e de Nossa Senhora do Rosário. Dois grupos de homens, vestidos de vermelho e azul, simulam uma batalha. Enquanto isso, cantam e dançam ao som de viola e percussão.
  • Lundu – Dança erótica para a qual faz-se uma roda, em que os dançarinos vão entrar e sair, um a um, enquanto a música de viola acontece e muitas palmas.
  • Catira – A dança é feita em duas fileiras, uma de frente para a outra, em que todos saltam, batem palmas e o pé no chão, marcando o ritmo. É dançada também em única fileira, de frente para o público.  A catira é dançada apenas por homens, num sapateado sincronizado e marcado por palmas. O pesquisador Jacy Siqueira vê a catira como dança tradicional da zona rural.
  • As Pastorinhas - Segundo o pirenopolino Demétrio Pompeo de Pina, essa festa chegou à cidade em 1922, com o telegrafista Alonso Machado, que teria roubado o texto no Nordeste e levado para Pirenópolis. Trata-se de um bailado de cerca de três horas, com aproximadamente 40 integrantes,  a maioria mulheres. Há o cordão azul e o vermelho, com 12 moças cada um. No meio fica Diana, personagem cuja roupa tem metade vermelho e metade azul. “As pessoas cantam e dançam, é um bailado monótono, contínuo”, define Demétrio.